Tebas

Antiga Tebas das Glórias

21 de agosto de 2017
Dicas sobre Egito
Tebas

Antiga Tebas das Glórias

A cidade de Waset ou Tebas está situada no local atual da cidade moderna Luxor, que está a 750 km. a sul da do Cairo. Tebas foi o nome dado pelo gregos a cidade de Waset. Era a capital gloriosa do Egito por mais de 1500 anos. Foi a cidade mais dominante e mais sofisticada no antigo mundo em muitos aspectos da vida nos tempos antigos. Originalmente foi nomeada de “Wasset” (o cetro) e também foi conhecida pelo nome “Niwt” (a cidade). Tebas antiga foi dividida em duas partes fundamentais; o Leste de Tebas, a cidade dos vivos, onde se encontram os palácios reais, os templos de culto, os diversos edifícios da administração, os mercados etc. e o Oeste de Tebas, a cidade dos mortos (a necrópole tebana). O rio Nilo foi e ainda é o que separa entre as duas partes históricas da cidade.

Tebas antiga estava situada nas periferias do local dos atuais templos principais da cidade de Luxor: o templo de Karnak e o de Luxor. Ambos os centros religiosos foram consagrados fundamentalmente ao serviço e culto de Amón, Mut, e Khonso, a tríade sagrada de Tebas no tempo antigo.

Na Era das Pirâmides, quando a capital do reino unido do Egito era Ménfis, Tebas foi apenas uma pequena cidade local de pouca importância. A partir da Época da segunda unificação do reino egípcio pelo rei tebano «Neb-Hebet-Rá», conhecido pelo nome Montohotep I, por volta de 2134. a.C , Tebas passou a ser a capital do país, tendo em conta que todos os monarcas da dinastia XI pertencem a essa cidade celebre, porém o deus poderoso na cidade daquela época não foi Amón, mas o deus da guerra “Monto” que tinha forma de um falcão e duas penas altas em cima da sua cabeça. Quando os reis da dinastia XII abandonaram Tebas e fundaram nova capital chamada ” Ithet-tawi”, em Beni Suef, 130 km a sul do Cairo, provavelmente Tebas perdeu uma grande parte da sua importância. Por volta de 1570 A.C aprox.

Com a terceira unificação e a expulsão dos invasores os Hicsos, graças as batalhas árduas e longas pela libertação do Egito, feitas a cabo pelos reis da dinastia tebana conhecida na história como a dinastia XVII, Tebas recuperou o seu valor político e passou de novo a ser a capital do reino egípcio unido. Sob o controle de grandes reis como Ahmoss, Amenhotep I, Tohotmus I, se iniciou o processo de renascença e obras de restauração, e estabelecimento paz e segurança no país, e ainda pensaram em garantir segurança através das fronteiras, que sempre represntavam um lugar de perigo.

Por isso mandaram campanhas militares às terras asiáticas e à Núbia para subjugar essas áreas afim de garantir ao Egito tranquilidade, segurança e caminhos de comercio. Com a restauração da paz e sossego durante os reinados daqueles monarcas poderosos da dinastia XVIII, surgiu grande prosperidade comercial e artística e começou a era do Novo Império. Quando Hatshepsut subiu ao trono do Egito dedicou grande interesse ao intercâmbio comercial com outros reinos sobre tudo no leste da África. Ela fez grande trabalho de restauração e construção de novos templos, sobretudo em Tebas. Tohotmus III, o grande faraó guerreiro expandiu os cantos do seu império para todas as direções do mundo então conhecido, comandando em coragem 17 diversas campanhas militares para Ásia e para África (Núbia). Tohotmus III mandou construir grandes edifícios ao longo do país, sobretudo em Tebas e Ménfis, e durante o seu reinado longo (cerca 35 anos), o templo de Karnak foi um magnífico centro religioso no mundo inteiro. Naquela época quando o poder egípcio atingiu Ásia e Núbia, grande montão de tributos das terras subjugadas eram remetidas a Tebas.

Naquela época a palavra do faraó no seu palácio em Tebas fazia tremer os cantos do mundo antigo até o rio Eufrates. Mensageiros, delegações e recados vinham para a grande Tebas das glórias, rainha das cidades do mundo antigo para encontrar com o rio carregando os seus presentes ou atributos pedindo paz, amizade e cooperação com o Egito. Por tanto os cidadãos tebanos viveram em prosperidade e harmonia máxima naquela época enquanto o rei governava e controlava imenso império e diversos súbditos com firmeza e justiça. Durante o reinado do rei monoteísta Akhenaton, Tebas viveu dias cinzentos, perdendo uma parte do seu poder. Aquele rei pensativo, meditativo, e diferente dos outros reis, numa tentativa revolucionária contra o punho dominador do clero de Amón, em Tebas começou divulgar o novo culto de Atón, ou seja, “o Atoníssimo” que estava baseado na recusa de todas as formas anteriores de divindades e politeísmo e só acreditar em um criador único e deu o nome “Atón”. Por tanto abandonou a capital Tebas com os seus seguidores, e fundou a nova capital Akhetaton, a atual “Tel EL Amarna”, (El Minya, 400 km a norte de Luxor). Tutankhamón o faraó jovem regressou a Tebas, restaurando o culto tradicional de Amón.

E assim outra vez Tebas recuperou o seu poder e prestígio histórico. Durante a época da dinastia XIX e a dinastia XX, Tebas permanece sendo grande capital oficial do país como uma das mais prósperas cidades do antigo mundo caracterizada pela riqueza e prosperidade em todos os sectores da vida. Os grandes reis Seti I, Ramsés II embeleceram a cidade de Tebas com diversos edifícios e santuários especialmente Ramsés II.

Entre o tempo da dinastia XXI até a dinastia XXV (1070 – 750 a.C aprox.) Tebas sofreu uma época calamitosa e perdeu grande parte da glória e havia uma ruptura com o poder central, limitando-se a servir de um centro religioso de grande destaque. Uma tentativa de restaurar paz, ordem e estabilidade foi levada a cabo pelos monarcas da dinastia XXV, conhecida na história com a Dinastia Núbia que são reis oriundos de Napata” (no norte do Sudão atual) conquistaram o país do sul, transformando Tebas no seu próprio centro espiritual e religioso, e conseguiram restaurar uns edifícios e aumentaram outros na capital. Quando Egito foi conquistada pelos assírios em 667 a.C Tebas sofreu uma época de declínio, desordem, e destruição. Uma tentativa que teve sucesso foi levada a cabo pelos príncipes nacionais do oeste do Delta na cidade “Sais” no norte do Egito terminou pela expulsão dos invasores assírios do país e a fundação da dinastia XXVI, porém a cidade de Sais (Sa El Hagar, no Delta) foi a capital política. E assim, Tebas se recuperou e foi reconstruída e restaurada de novo. Infelizmente os persas conquistaram o Egito e tomaram Tebas que ficou vítima de tarefas de violência, destruição e devastação.

Apos a conquista de Alexandre Magno, os rei Ptolomeus macedónios fundaram uma dinastia que continuo de 323 a.C até 30 a.C e declararam Alexandria como a nova capital. Nessa época. Tebas foi o nome grego dado á cidade (Waset) pelos gregos e apenas ficou como uma cidade local de importância média, enquanto Alexandria, a nova cidade fundada pelo próprio Alexandre Magno, e construída pelos dois primeiros Ptolomeus passou capital política, cultural e comercial do Egito. Tebas reagiu contra os monarcas macedónios realizando uma série de revoltas, mas sem sucesso contra o regime dos Ptolomeus, que governam em Alexandria.

Após um período de instabilidade e insurreições nacionais em Tebas, afinal a cidade disfrutou de um tempo de paz e restauração. Na verdade, os tebanos não aceitavam ser dominados pelos gregos, considerando-os inferiores de cultura e civilização, portanto – exceto em Alexandria – aqueles os gregos espalhados nas metrópoles e capitais das províncias adotaram a religião e as tradições dos nativos egípcios. Amón continuou desempenhar um papel importantíssimo na vida egípcia, mesmo o clero desse deus tebano perdeu a maior parte do seu peso político e econômico, e na verdade a divindade de Isis foi mais forte no Egito inteiro.

Em consequência da conquista romana e o suicídio trágico de Cleópatra VII, em 30 a.C, o Egito ficou dominado pelo poder de Roma e logo estava subjugado ao poder de Bizâncio até 620. d.C. Naquela época os romanos mantiveram três legiões espalhadas nos locais estratégicos para defender o Egito e também para controlar o país. Próximo a Tebas havia uma legião completa das tropas romanas disposta à intervenção. Naquela época havia sempre que os Egípcios nativos consideravam os romanos como invasores estrangeiros, por tanto havia de vez em quando uma resistência contra os invasores romanos pelos nativos egípcios, sobretudo em Tebas. O maltratado e a superioridade dos romanos levaram a uma revolta massiva em Tebas o que obrigou o general e governador romano Cornillius Gallus a dirigir enormes tropas para quebrar e vencer a insurreição nacional na antiga capital Tebas. A revolta de Tebas foi esmagada com excessiva violência pelos romanos.

O historiador Deodoro escreveu sobre as forças dos rebeldes tebanos dizendo: “os rebeldes tebanos tinham 20.000 carrinhos de cavalo que cobrem uma área de 19.3 km. de diâmetro” Em consequência deste golpe forte contra movimento nacionalista dos Egípcios, alguns edifícios foram construídos em Tebas, sobretudo em Karnak, no templo de Luxor, e no templo de Hapo. Durante a época romana, muitos nobres, cortesãos, e aristocratas romanos visitaram Tebas contemplando os seus monumentos maravilhosos.
Quando São Marcos chegou a Alexandria, durante o reinado do imperador Nero, no século I, iniciou-se no Egito a divulgação do Cristianismo.

Após umas décadas, o cristianismo conquistou mais terrenos no Egito e chegou até Tebas em clandestino, onde um dos cidadãos tebanos, chamado Paulo logo foi conhecido como São Paulo – se converteu ao cristianismo e fundou um das ordens de monasticismo e hermetismo. Com o crescimento do número da comunidade cristã no Egito, os tebanos começaram a construir alguns conventos em Der El Medina, Der El Bahari, e Der El Rumi. Na realidade, a palavra “Der ou Deir” significa convento em árabe. No início os monges escolheram a margem ocidental de Luxor, sobre tudo a região dos Túmulos dos Nobres de Tebas para construir dois novos conventos; ” o Mosteiro de Cyramicus” localizado entre o túmulo de Neb-Amon e Hapo Seneb, e ” o Mosteiro de Epifanus ” descoberto por T. Davis que foi construído sobre o túmulo do vizir Daga.

Com a vitória realizada através do reconhecimento dado por Constantino o Grande ao Cristianismo, e logo com o decreto de 391 d.C, que considerou o cristianismo a única religião do império romano os cristãos em Tebas escolheram certos lugares dentro dos monumentos antigos para construir as primeiras igrejas; lugares como o segundo pátio do templo de Hapo (templo funerário de Ramsés III) foi escolhido para construir “o Catedral de Atanasius” onde ainda se pode ver escritas cópticas gravadas nas colunas faraônicas. As ruínas desta igreja foram achadas em 1895. Havia igrejas montadas no pátio de Amenhotep III no templo de Luxor e na Grande Sala de Festas de Tohotmus III (Totmose III) no templo do Karnak.

Naquela época também os ermitãos moravam no Vale dos Reis; sobretudo no túmulo de Ramsés IV, no túmulo de Ramsés V e no túmulo de Ramsés III onde deixaram gravuras.
Com a conquista do Egito pelos árabes muçulmanos em 641 d.C, e durante a guerra contra o romanos bizantinos, os cristãos coptas nativos ajudaram os árabes, pelo menos a nível logístico, contra os bizantinos, devido ao grande ódio entre o povo copta Egípcio e o romanos e as autoridades bizantinas, pois sempre os egípcios nativo sofreram atrocidades dos romanos: Tanto na época quando o cristianismo foi proibido em uma luta entre os romanos pagãos e os cristãos egípcios, como no tempo do primeiro cristianismo quando apareceu grande cisme dogmático entre os cristãos coptas ortodoxos e os bizantinos católicos e por tanto apareceu outra série de perseguição contra os coptas do Egito que pertencem a igreja ortodoxa cóptica de Alexandria.

Umas décadas após da derrota dos bizantinos no Egito contra os árabes muçulmanos e sua a retirada das tropas bizantinas de Alexandria, grande parte da população do Egito se converteu ao Islamismo. O mesmo ocorreu em Tebas. Em 642 d.C quando os muçulmanos árabes entraram Tebas não havia resistência pelos Tebanos. Os árabes quando viram pela primeira vez os grandes momentos e templos de Tebas naquela época acharam que eram antigos palácios dos reis do Egito, e por tanto deram o nome LUXOR que significa em árabe “palácios” enquanto o nome antigo “Waset” desapareceu junto ao nome grego “Tebas”.

Com o crescimento dos convertidos ao Islamismo na cidade de Luxor, umas mesquitas foram construídas, mas ainda os números não eram grandes até o século XII com a chegada de Yousef Abou El Hagag, um homem devoto, ou seja, santo islâmico, que estabeleceu em Luxor. Yousef Abou El Hagag foi muito admirado do povo de Luxor, e muitos adotaram o Islamismo e assim a nova fé prevaleceu em Luxor. Quando morreu Abou El Hagag foi sepultado num mausoléu montado no primeiro pátio do templo de Luxor, e posteriormente uma mesquita – conhecida hoje como a mesquita de Abou El Hagag – foi construída no mesmo lugar. Cada ano a cidade celebra o aniversário de Abou El Hagaga “Mouled Sidi Abou El Hagag”.

A cidade recebe milhares de visitantes para participar nas cerimônias do aniversário de Abou El Hagag. Além das decorações, ornamentos e luzes durantes dias existem também, músicas e cânticos religiosos comemorando o dia do nascimento deste santo. Os participantes organizam uma grande parada que marcha nas ruas principais da cidade de Luxor carregando uma barca conforme o modelo antigo do Festival do Opet celebrado pelos antigos egípcios em Tebas.

Luxor atual é uma cidade que se estende 15 km do norte para Sul, e foi declarada capital d província Luxor. Tem cerca de 450,000 habitantes. A atividade principal da cidade é o turismo. A maior parte da população da cidade trabalha em atividades relacionadas com o turismo, porém ainda há uma atividade notável de agricultura, sobretudo a cana de açúcar.

A cidade tem uma série de hotéis modernos de categorias diferentes e um pequeno aeroporto moderno capaz de receber e servir voos internacionais. Luxor está dividida em duas partes; O leste de Luxor (a parte urbana de Luxor), com os dois templos famosos do Karnak e de Luxor, o aeroporto, a estação de trem, os ancoradoiros (marinas fluviais) de cruzeiros de Turismo, os hotéis, os restaurantes, o mercado, as lojas de presentes e souvenires. O Oeste de Luxor que contem as vilas perto das montanhas, e os sítios ricos em monumentos e antiguidades como; o Vale dos Reis, o Vale das Rainhas, o Vale dos Nobres, Der El Medina, El Der El Bahari, Qurna, Medinet Hapo, o Ramesseum e outros.

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