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         EDFU

                                                                             Edfu

                                          

É uma cidade importante no sul do Egipto. Situa-se no meio do caminho entre Luxor e Assuão, distando 115 km de ambas as cidades. Antigamente foi a capital do segundo nomo do Alto-Egipto. O seu nome actual está derivado da palavra egípcia antiga gb3 que logo se transformou a deb3 e teb3 que mais tarde foi suscitado na língua Copta por etbw e etfw e afinal foi pronunciado em árabe Edfw. A cidade de Edfu assumiu grande papel em todas as épocas da Historia Egípcia Antiga. Além da sua posição estratégica como paragem imponente situada na rota das caravanas antigas que une o vale do Nilo e as minas do deserto, foi um grande centro comercial e cultural no sul do Egipto, foi a sede do culto de Horús de Pehedt, portanto foi conhecida como a cidade do Horús, e na época greco-romana foi conhecido como "Apollnopolis Magna" a grande cidade de Apollo, quando o deus falcão Hórus foi igualado pelos gregos com o deus Apollo. Aqui os antigos egípcios davam um festival anual chamado " Festival da Vitória do Filho", comemrando o triunfo de Hórus na batalha final contra o seu tio Set. Acredita-se que tal festival pomposo dava lugar na área do lago sagrado indescoberto, sintuado debaixo das casas da vila actual ao este do templo. Conforme os acontecementos da lenda de Osíris e Set, a guerra entre o sobrinho e seu tio que matou o seu irmão usurpando o trono do Egipto, continuou décadas, e depois de combates arduos, a última batalha deu lugar em Edfu. Para além disso, havia outro grande festival popular chamado "A União Divina " celebrado no terceiro mês do verão quando a imagem ou a estátua da deusa Hathor foi embarcada de Dendera numa procissão acompanhada por grandes ceremónias navegando no rio para sul com destino a Edfu, enquanto a proccissão do deus Flacão Hórus navega para sul, e no meio do caminho se encontram as duas procissões, e a partir de então ambas as divinidades navegam juntos com destino a Edfu e quando cheagam de tarde, no momento do nascimento da lua, num majestoso ar de alegria e ceremónias, o casal divino abrigado num sacrário ou numa barca sagrada encarregado nos hombros dos sacerdotes carecas entra o templo de Hórus, visitando algumas salas e quartos e provavelmente o casal divino ficava no santuário por certo tempo. E afinal Hathor regressa ao seu templo em Dendera, 5 km a sul da cidade de Quena. E claro tudo foi acompanhado por música, canções, bailado, e sacrifícios.
 


Templo de Edfu

É um fascinante templo, chamado também o templo de Hórus. É, sem dúvida, um dos mais conservados e belos templos no Egipto inteiro. Situa-se na margem oeste do Nilo. É um templo construído de pedra arenosa que possui cenas e inscrições inumerais em relevos. Provavelemnte o templo foi erigido sobre um núcleo antigo que remonta ao segundo período Intermediário ( Dinastias XIII-XVII ) além do tempo do Novo Reino ( dinastias XVIII-XX ) mientras que a estrutura actual data do Período Ptolomaico. As obras de construção iniciaram-se por volta de 237 a C, nomeadamente no décimo ano do reinado de Ptolomeu III )Eurgetes) e foram consumadas durante os reinados de Ptolomeu IV, PtolomeuVIII, e ptolomeu XII e até ao ano 57 a. C, sem esquecer claro alguns aumentos adicionados à construção no reinado do imperador Augusto e assim esse belo templo permanceu sob obras construção, auemntos e decoração por cerca de 180 anos. O templo foi dedicado a tríade da cidade Horus de Pehdet, Hathor, e Hor Sama-twai, pãe, esposa e filho consecutivamente.. Além dos elementos tradicionais, o templo de Hórus possui outros elementos arquitectónicos que surgiram apenas na Època Greco-romana como o Mamisi, (casa do nascimento divino de Hórus), a cripta, e o nilmétro.

        
O Mamisi está localizado ao lado esquerdo do templo, dispõe de uma entrada e duas salas, e no fundo um santuário. Todas as paredes do mamisi estão cobertas com relevos que ilustram a história de nascimento, mamadura e fases da infância de Hórus.

O templo de Edfu mede 137 m. De comprimento e 79 m. de largura com um pilono gigantésco ( portal e duas torres) que atinge 37 m. de altura. Um pátio aberto, uma sala com 18 coluns e outra sala interior com 12 colunas, dois vestibulos consecutivos eo santuário no fundo do templo. As duas torres do primeiro pilono estão decoradas de cenas que ilustram o rei potlomeu VIII subjugando os inimgos ajoelhados em sumissão. Em cima do rei se encontra um série de relevos que representa o rei rezando e fazendo oferendas adiante de diversas divinidades sobretudo Hórus, Hathor e Hor-Sma-tway, ósiris e Ísis. Acima da entrada se vé o dicos solar alado, o sinal tradicional de protecção do templo egìpcios. A entrada do templo está ladeada de duas estátuas do deus Falcão Horus feitas de granito cinzento protegendo o rei ptolomeu. O pátio aberto do templo está rodeado por três lados, de 32 colunas, ornamentados com relevos, cujos capitéis são compostos de vários elementos vegetais, papiros, lótusm frondas de palmeiras, etc.

Por dentro, ao lado esquerdo, tanto como ao lado direito da parede posterior do pátio o visitante pode ver os relevos que ilustram a chegada e a partida da procissão divina de Horus e Hathor como uma parte do festival da "União Divina". No fundo do pátio encontram-se outros dois falcões de granito cinzento que guradam o portal de uma colunata. Os relevos do pátio que ainda mantem vestígios de cores em alguns lugares ilustrando o rei ora rezando adiante diversas divindiades ora fazendo oferendas tendo em conta que este pátio foi conhecido como o pátio das oferendas .
         
A colunata é uma sala hipóstila com 18 colunas de capiteis compostos. O tecto tornou-se preta devido a fumaça feita pelos primeiros cristãos que apelam aos templo transformando-os a igrejas, um fenomeno común na maioria do templos do Eipto. Ao lado direito da colunata encontra-se um quarto pequeno conhecido como a biblioteca do templo, pois se acredita que grande número de rolos de papiros com temas científicos e administrativos possuídos pelo templo foram abrigadas nesse quarto. Através de uma entrada se pode chegar a outra sala menos em termos de tamanho e com 12 colunas de capiteis compostos. Os relevos desta sala são impressionantes, sobretudo as cenas simbólicas conhecidas como " os rituais da fundação do templo" que ilustram o rei adiante de Hórus dedicando-lhe um templo, gravando a fundação com cinzel no chão, ou medindo os tamanhos do templo com a ajuda da deusa sechat, Deusa da escritura e a colocação da primeira pedra do templo pelo rei, e depois se pode ver a forma do templo dentro de um cartucho dedicado pelo rei ao deus Hórus. Esta sala conduz a dois vestíbulos consecutivos, o primeiro contém umas escadas que conduzem ao telhado do templo onde antigamente havia uma capela da deusa Hathor. O santuário está localizado no fundo do eixo do templo. É, de facto, um quarto enorme sem iluminiação salvo uma frincha estreita no tecto. Ainda o santuário contém um sacrário belo de granito polido e cinzento onde se abrigava uma imagem do deus Hórus. No centro do santuário, adiante do sacrário encontra-se um pedestal de granito em que a barca sagrada de Hórus repousava ou é verosímil que foi dedicado ao repouso da imagem do deus conforme o ritual do serviço diario nos templos egípcios antigos. O santuário está rodeado de 12 quartos cujas paredes estão revestidas de diversas cenas religiosas. Provavelmente alguns desses quartos foram dedicadas a guardar os utensílios do templo enquanto outros foram relacionadas com certos rituais de certos deuses. No fundo ao lado esquerdo, encontra-se um quarto com uma cripta ou túnel no chão que ainda a sua funcão é incerta, pois provavlemnte foi uma galeria para guardar os utensílios e equipagens mais preciosos do templo, enquanto há outra opinião que diga que foi feito para exercer uns rituais relgiosos e misteriosos !!
                 
No corredor, ao lado direito encontra-se um Nilométro, um elemento que surgiu em todos os templos egípcios da Època Greco-romana. É, simplesmente, um túnel acesso por umas escadas e ligado com águas do Nilo onde os sacerdotes conseguiam profetizar a altura das cheia anual baseado em medições e calculos frequentes. No meio da parede exterior do corredor encontra-se, pela primeira vez, o plano do templo, parece como uma maqueta entalhado na parede que ilustra todos os elementos do templo de Hórus. Ao lado esquerdo antes de virar-se saíndo encontra-se uma série de cenas que representa o conflito entre Set fingido em forma de hipopotamo e o sue sobrinho Hórus que tenta de caçá-lo com uma lançã e um cordel. Esses relevos contam uns detalhes da última batalha que deu lugar no nilo, na região de Edfu e termina pela vitória de Hórus.

 

 


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