Ménfis
Ménfis era a capital do Egipto
durante o tempo do Antigo Reino de 2780 a 2280 a.C aprox. Era a
grande cidade no Mundo Antigo e centro florescente de comércio e
cultura por mais de 3000 anos. De verdade, após a unificação do
Egipto pelo rei Mena, (Narmer!) éste mesmo escolheu um lugar
estratégico entre o Alto-Egipto e Baixo-Egipto, num lugar contíguo
do cabo do triângulo do Delta para garantir um controlo firme e
rápido sobre as duas partes do território egípcio unificado. Os
vestígios de Ménfis encontram-se no local actual da aldeia de Mit
Rahina (concelho de Badrashin) ao sul da província de Guiza (Gizé),
a 25 km do centro da cidade de Guiza.
A nova cidade construída pelo rei Mena chamava-se "Inb hedj" que
significa o Muro Branco, provavalemente este nome indica à
existência de um castelo defensivo de pedra calcária branca neste
sítio. Também o templo magnífico do deus "Petah"- deus principal de
Ménfis- foi erigido lá. Mas a partir da época da dinastia III ou
seja desde 2780 a.C aprox. a cidade foi convertida à capital oficial
do Egipto e ficou oficialmente assim até a queda da dinastia VI em
2280 a.C aprox. O nome da cidade “Ménfis” é derivado do nome do
complexo da pirâmide do rei Pepi I da dinastia VI ( quase 2420-2280
a.C.) que se chamava Men-Nefer-Pepi o que significa “[o monumento]
estável e bonito”, assim a capital sempre tomou o nome de "
Mén-nefer " durante todas as épocas da História Egípcia Antiga, o
nome "Men-Nefer" foi pronunciado pelos gregos Ménfis. Sabemos por
meio dos documentos gregos antigos, e pelas composições de Herodoto,
Strabo, e Diodoro que Ménfis era grande cidade que se estendia
quatro quilómetros do leste para oeste e ocupava quase 30 km2 de
área. Infelizmenete a cidade sofreu de grandes calamidades e étapas
diferenets de declinação, provavelmente por causa das revoltas
distintas, as crises econômicas e distúrbios políticos, as invasões
estrangeiras sobretudo de Etiópia, e Persia. Também, conforme os
documentos gregos antigos sabemos que a cidade foi destruída pelos
Persas sobretudo durante o reinado do rei persa Cambises. Parece que
os persas eram invasores severos, pois demoliram muitos templos do
Egipto em geral e de Ménfis em Particular. A pesar dessas
catastrofes, Ménfis se recuperou na época Greco-Romana e ficou um
próspero centro cultural do país. Em 332 a.C Alexandre Magno
conquistou o Egipto que estava naquela época dominado pelos Persas
depois da queda da última dinastia nacional, conehcida na história
como a Dinastia XXX (378-341 a.C aprox.). O grande conquistador
macedónio foi bem acolhido pelos Egípcios nativos, considerando-o um
auténtico libertador. Triunfosamente, Alexandre entrou Ménfis que
ainda permanecera a cidade mais celebre e de grande mérito
espiritual e cultural no país. Lá, Alexandre Magno mostrou grande
respeito e veneração perante as divindades egípcias tradicionais, e
deu um grande festival à maneira grega e ficou na cidade seis meses
antes de realizar a viagem ilustre ao templo do Amón-Zeus no Oásis
de Siwa no deserto líbico. Parece que a última página da história da
cidade de Ménfis foi escrita no século VI d.C quando o imperador
romano Falvius Teodosius deu o seu decreto famoso que considerou o
Cristianismo a única religião oficial do Império Romano o que
resultou num movimento destructivo contra os templos e as estátuas
da cidade. Além disso, o sítio era usado por séculos na Idade Média
como uma pedreira que fornecia pedras para construir outros
edifícios distintos. Infelizmente de todos os templos, palácios, e
edifícios antigos da cidade de Ménfis apenas poucos vestígios se
encontram espalhados aqui e ali.
Actualmente
Ménfis tem poucos monumentos expostos no pátio aberto de Ménfis -aledeia
de Mit Rahina, 30 km a sul de Guizé- perto do sítio original do
templo do deus Petah. Ao entrar este pátio aberto se encontra um
pequeno museu -ao lado direito- que exibe essencialmente a estátua
colossal deitada no chão, do rei Ramsés II, cujas pernas foram
perdidas ou destruídas, mas não se sabe exatamente a causa disto,
pode ser que foram partidas, ou queimada- durante a primeira Era
Cristã- nos fornos de arenito. Este colosso foi descoberto por acaso
em 1820 e estava enterrado num campo perto do local actual. É um
colosso de pedra calcária sólida e mede quase 13 m. de comprimento-
com as pernas perdidas- e 100 toneladas de peso. O rei Ramsés II
(1290-1223a.C aprox.) está representado com os aspectos reais
tradicionais; o toucado real do faraó, a frente protegida pela cobra
divina, a barba falsa que era sempre o símbolo da nobreza. Também o
cartucho do rei está entalhado no hombro direito, no peito do
colosso e no cinto ziguezageado. O cinto mesmo está decorado de uma
representação de uma adaga que termina por duas cabeças de falcão.
Provavelmente esta estátua colossal fosse erecta diante de um portal
de um grande templo desconhecido na época próspera da capital Ménfis.
Alguns documentos mencionaram que este colosso foi doado ao Museu
Britânico em Londres pelo governador do Egipto naquel tempo, Mohamad
Ali, mas o museu deixou-o no seu lugar original sem fazer nenhum
trâmite. Assim permaneceu deitado numa grande fossa cheia de lama e
água por mais de 66 anos até o ano 1887 quando um oficial inglês
chamado Atrhur Bagnold o levantou, colocando-o sobre um pedestal de
pedra e cimento, ficando assim até 1962 quando o Departamento de
Antiguidades construiu este edíficio actual como se fosse um pequeno
museu. o colosso deitado de Ramsés II está rodeado de peças de
estátuas pequenas e altares da época de Ramsés II.

Perto daquel lugar, outra estátua de granito rosado foi achada por
acaso, pertence também ao rei Ramsés II e pesa quase 60 toneladas. O
governo egípcio trasladou-a à Praça da Linha de Ferro no Cairo, o
que levou à alteração do nome à " Praça de Ramsés"- e ficou até hoje
uma das mais importantes praças do Cairo. Afinal em 2007 o Misitério
de Cultura e depois de mais de 40 anos resolveu o trasladar ao local
do Novo Museu Egípcio muito perto das Pirâmide de Gizé.
No Pátio de Ménfis encontra-se também a Esfinge de Alabastro que
pesa quase 80 toneladas, tem 8m. de comprimento e 4 m. de altura
considerada a segunda esfinge no Egipto em termos de tamanho depois
da Grande Esfinge de Guiza (Gizé). Sem inscrição nenhuma no seu
corpo a esfinge de Ménfis foi descoberta pelo egiptôlogo Petrie em
1912, e acredita-se que data da dinastia XVIII (1570-1304 a.C aprox),
sobretudo do reinado de Amenmhotep II. Outros acham que a estátua
data da dianstia XIX (1303-1195 a.C aprox.) sobretudo do reinado do
Ramsés II ou o seu filho e sucessor Merenpetah. Mas ainda há quem
acredita que a esfinge de Ménfis é um trabalho da dinastia XXVI
(663-525 a.C approx.)

Uma das características estelas no Antigo Egipto é a estela do rei
Apris (Wah-Ib-Rá), um dos monarcas da dinastia XXVI que reinou por
cerca de 20anos (588-568 a.C aprox.). Esta estela foi achada por
acaso por um geólogo chamado Leonardo Horner quando realizava umas
obras geológicas na área em 1852. É uma estela de pedra arenosa, com
3.25 m. de comprimento, e 1.45 m. de largura. É notável que umas
partes estão quebradas ou perdidas do texto devido a sua longíssima
existência na água subeterrânea. A estela contem um texto em
Hieróglifos, quando os estudiosos o traduziram constatou-se que o
texto é um decreto sobre as doações concedidas pelo rei Apris ao
templo de Petah em Ménfis ; esses dons incluem terras cultivadas,
animais e gados, escravos, e produtos agrícolas, ameaçando neste
sentido aplicar a máxima penalidade às pessoas que atrevam a quebrar
o seu decreto