Kom Ombo
Kom Ombo situa-se 45 km a norte de Assuão, na margem oriental do
Nilo. Kom significa em árabe pilha de escombros ou pó acumulado
sobretudo nos sítios arqueológicos. É provávele que a origem é komus
em grego que significa vila.
Ombo é uma palavra derivada de Nwbt em
hieróglifos que significa ouro e na época grega foi aumntada a letra
"s". Foi um local sagrado nos tempos faraónicos, pois se acredita
que a deuesa Tefnut acompanhada pelo deus Rá vistou o templo da
cidade. Um dos títulos da deusa Tefnut é "Senhora de Ombos" acredita-se
que ali deu lugar a lenda do conflito entre Horus o grande e Sobek.
Durante a época greco-romana Kom Ombo assumiu grande papel devido a
sua privilegiada situação geográfica que ligava entre as minas de
ouro no deserto oriental e a rota das caravanas no deserto ocidental.
Conforme os dados disponíveis e alguns monumentos recém achados,
constatou-se que a cidade foi um grande centro comercial e teológico
durante todas as épocas da história antiga e até a época
greco-romana. Acredita-se também que havia ali um quartel militar em
que os elefantes africanos eram adestrados para servirem ao exército
do rei ptolemaico.
Templo
de
Kom Ombo
O templo está localizado sobre um plató na margem oriental do Nilo.
Foi construído inteiramente de pedras arenosas provenientes da
região de Gabal El Silsila. É um templo consagrado a duas tríades, a
primeira é encabeçada por Hórus o grande figurado com cabeçã de
falcão, e a segunda é encabeçada por Sobek-Rá com cabeçã de
crocodilo. Essa divisão excepcional e precisa está relacionado com
uma lenda conhecida como " a lenda de Hór-wer e sobek-Rá" Conta a
lenda que essa região foi regida por um bom rei chamado Hórus o
grande, amado pelo povo e envejado e odiado pelo seu irmão malvado
Sobek. Uma conspiração bem urdida por Sobek para usurpar o trono foi
realizada com sucesso. O rei deposto resolveu partir da cidade,
compaixonado e apoiado pela grande parte do povo que resolveu partir
a cidade como o bom irmão. Na cidade ficou Sobek como rei absoluto
com uma parte dos cidadãos e os seus próprios partidários. Não hávia
gente bastante para cultivar a terra, então Sobek, como senhor de
magia apelou aos diabos para assumir as diversas tarefas agrícolas.
Os diabos lançaram os sementes e na época da recolheta, e em vez de
trigo cresceu ceriais de ouro e como o homem não come ouro, havia
sofrimento de fome e o Sobek tinha qu
e viajar para o local do seu irmão reconcilando-o e qundo Hor-wer
regressou com a maior parte do povo, prevaleceu a prosperidade de
novo e afinal os dois irmãos partilharam o trono em paz. Portanto o
templo está dividido entre os dois precisamente. O templo que está
menos conservado do que outros templos foi construído durante o
reinado de Ptolomeu VI (180-145 a. C). Uns elementos foram
aumentados durante os reinados de Ptolomeu VIII,e Ptolomeu XII junto
a outros aumentos adicionados à construção na Època Romana. O templo
está localizado sobre um lugar elevado e próximo à beira do
Nilo.Embora destruída pelas cheias e os factores de erosão o templo
ainda mantém os elementos fundamentais e vestígios de cores. O
templo dispõe de duas entradas e um pilono destruído, um pátio
aberto com 16 colunas que ainda mantêm cenas com cores genuínas que
ilustram o imperador romano Tiberio rezando e fazendo oferendas às
diversas divinidades, as oitos colunas ao lado direito pertencem a
parte dedicada a Sobek, enquanto o lado isquerdo é pertence a secção
de Hor-wer. Ao lado oeste do pátio se encontra um Mamisi destruído
remontado a época de Ptolomeu II. O Mamisi é um santuário erigido
fora do templo, foi considerado como símbolo da casa do nascimento
do deus Hórus, por tanto a grande parte das decorações ilustram o
nascimento e
fases da infância daquele deus. Ao passar pelo pátio
aberto se encontram duas entradas que conduzem a uma colunata com
com dez colunas de capiteis vegetais e compostos. Aind se pdoe
observar as cenas que ilustram o rei Ptolomeu IX remonta a fundação
do templo, quer adinate de Hórus o Grande com cabeçã de falcão quer
adiante de Sobek-Rá com cabeçã de crocodilo mientras que a deusa da
escrita Sechat está ali medindo as dimnensões do templo com um
cordel. Para além disso, se encontram duas cenas característicasç a
primeira representa a purificação do rei por Hórus o grande e
Djohoti (Thot) com cabeça de Ibis, enquanto a segunda ilustra a
coroação do rei perante Sobek, Hórus o grande e outras divinidades.A
primeira sala conduz a segunda sala menor com colunas devidida em
duas partes adornada com cenas religiosas tradicionais. Ao passar
pela segunda sala se encontram três vestíbulos consecutivos porém
destruídos e no fundo se encontram as ruínas dos dois santuários
similares do templo, o direito foi consagrado a Sobek enquanto o do
lado isquerdo pertence a Hórus o grande. Ainda se pode ver as três
criptas sem decoração nenhuma em que as estátuas e objectos
preciosas eram guardadas. Ambos os santuário estão rodeados de um
conjunto de quartos decorados de relevos religiosos. No corredor
detrás do santuário se encontra a cena da divisão precisa do templo
entre Hórus o grande e Sobek-Rá pela deusa da Justiça Maat.E na face
da parede a cena impressionante dos instrumentos cirúrgicos datados
do século II a.C o que confirma que o templo servia de hospício que
recebia milhares de peregrinos e doentes pobres onde eram remediados
pelos sacerdoets de Hórus o grande conhecido naquela época como o
Bom Médico.