Tebas
Situada no local actual da cidade moderna de Luxor,
quase a 750 km. a sul da cidade do Cairo, A grande Tebas era a
capital gloriosa do Egipto por mais de 1500 anos. Foi a cidade mais
dominante e mais sofisticada no antigo mundo. Originalmente foi
nomeada de "Wasset" (o cetro) e também foi conhecida pelo nome "niwt"
(a cidade). Tebas antiga foi dividida em duas partes fundamentais; o
Leste de Tebas, a cidade dos vivos, onde se encontram os palácios
reais, os templos de culto, os diversos edifícios da administração,
os mercado
s etc. e o Oeste de Tebas, a cidade dos mortos (a
necrópole tebana). O rio Nilo foi e ainda é a única barreira que
separa entre as duas parets históricas da cidade. Tebas antiga
estava situada nas periferias dos actuais templos principais da
cidade de Luxor: o Karnak e o de Luxor; ambos os centros
religiosos foram consagrados fundamentalmente ao culto de Amón, Mut,
e Khonso.
Na Era das Pirâmides quando a
capital do reino unido era Ménfis, Tebas foi apenas uma pequena
cidade de pouca importância. A partir da Época da segunda unificação
do reino egípcio pelo rei tebano «Neb-Hebet-Rá», Montohotep I, por
volta de 2134. a.C , Tebas passou a ser a capital do país, tendo em
conta que os monarcas da dinastia XI pertencem a essa cidade celebre,
porém o deus poderoso na cidade daquela época não foi Amón, mas o
deus da guerra "Monto". Quando os reis da dinastia XII deixaram
Tebas e fundaram nova capital " Ithet-tawi", em Beni Suef,
provavelmente Tebas perdeu uma grande parte da sua importância. Por
volta de 1570 a. C aprox. com a terceira unificação e a expulsão dos
Hicsos, graças as batalhas prolongadas de libertação feitas a cabo
pelos reis da dinastia tebana conhecida como a dinastia XVII, Tebas
recuperou o seu valor e passou de novo a ser a capital do reino
egípcio unido. Sob o controle de grandes reis como Ahmoss, Amenhotep
I, Tohotmos I, iniciou-se o processo de
seguránça dasas
fronteiras do reino por meio de campanhas militares remetidas às
terras asiáticas e núbias, divulgando a tranquilidade e segurança ao
longo do país. Com a restauração da paz e sossego durante os
reinados daqueles monarcas poderosos surgiu grande prosperidade
comercial e artística. Quando Hatshepsut subiu ao trono dedicou
grande interesse ao intercâmbio comercial com outros reinos sobre
tudo com o leste da África. Ela deu mais interesse a restauração e
construção de novos templos sobretudo em Tebas. Tohotmus III, o
grande faraó guerreiro expandiu os cantos do seu império para todas
as dirercções do mundo então conhecido, comandando em coragem 17
diversas campanhas
militares para Ásia e para África (Núbia). Aquel
celebre rei mandou construir grandes edifícios ao longo do país
sobretudo em Tebas, e durante o seu reinado longo, o Karnak foi, de
facto, um magnífico centro religioso no mundo inteiro. Naquela época
quando o poder egípcio atingiu Ásia e Núbia, grandes quantidades de
tributos das terras subjugadas eram remetidas a Tebas. Naquela época
a palavra do faraó no seu palácio em Tebas fazia tremer os cantos do
mundo antigo. Mensageiros, deligações e recados vinham para a grande
Tebas, a rainha das cidades do mundo antigo. Por tanto os cidadãos
tebanos viveram em prosperidade e harmonia enquanto o monarca regia
e controlava imenso império e diversos súbditos com firmeza e
justiça. Durante o reinado do rei monoteísta Akhenatón, Tebas viveu
dias cinzentos, perdendo uma parte do seu poder. Aquele rei
pensativo, numa tentativa revolucionária contra o punho dominador do
clero de Amón, começou divulgar o novo culto " o Atonismo" que
estava baseado na recusa de todas as formas anteriores de divindades
e só acreditar num criador único chamado Atón. Por tanto abandonou a
capital Tebas com os seus seguidores, remontando a funadação da nova
capital Akhetatón "Tel EL Amarna", (Menya actual, 400 km a norte de
Luxor). Tutankhamón o faraó jovem regressa a Tebas, retaurando o
culto tradicional de Amón. E assim outra vez Tebas recuperou o seu
poder e prestígio. Durante a época da dinastia XIX e a dinastia XX ,
Tebas
permanece sendo grande capital oficial do país como uma das mais
prósperas cidades do antigo mundo caracterizada pela sua riqueza e
prosperidade em todos os sectores da vida. Os grandes reis Seti I,
Ramsés II emebeleceram a cidade sempre com diverssos edifícios.
Entre o tempo da dinastia XXI até a dinastia XXV (1070-750 a.C aprox.)
Tebas sofreu uma época calamitosa, pois grande parte da glória da
cidade desapareceu e havia uma ruptura com o poder central,
limitando-se a servir de um centro religioso de grande destaque. Uma
tentaiva de restaurar paz, ordem e estabilidade foi levada a cabo
pelos monarcas da dinastia XXV, conhecida na história com a Dinástia
Núbia. Reis oriundos de Napata" (no norte do Sudão actual)
conquistaarm o país, transformando Tebas no seu próprio centro
espiritual e religioso, e conseguiram restaurar uns edifícios e
aumentaram outros na capital. Com a conquista do Egipto pelos
assírios em 667 a.C Tebas sofreu uma época de declínio, desordem, e
destruição. Uma tentativa que teve sucesso foi levada a cabo pelos
príncipes nacionais do oeste do Delta "Sais" terminou pela expulsão
dos assírios do país e a fundação da dinsatia XXVI, porém a cidade
de Sais (Sa El Hagar) foi a capital. E assim, Tebas se recuperou e
foi reconstruída e restaurada de novo. Infelizmente os persas
conquistaram o Egipto e tomaramTebas que foi vítima de tarefas de
violência, destruição e devastação.

Apos a conquista de Alexandre Magno, os Ptolomeus macedónios
fundaram uma dinastia que continuo de 323 a.C até 30 a.C. Tebas foi
o nome grego dado a cidade naquela época, e no entanto Alexandria, a
nova cidade fundada pelo próprio Alexandre Magno, e construída pelos
dois primeiros Ptolomeus passou a ser a capital do Egipto. Tebas
reagiu contra os monarcas macedónios realizando uma série de
revoltas sem sucesso contra o regime dos Ptolomeus em Alexandria.
Após um período de inestabilidade e insurreições nacionais em Tebas,
afinal a cidade disfrutou de um tempo de paz e restauração. Na
verdade, os tebanos desprezam os gregos, considerando-os inferiores
de cultura e civilização, portanto- excepto Alexandria- aqueles
gregos espalhados nos metrópoles e capitais dos nomos aceitaram a
religião e as tradições dos nativos egípcios. Amón continuo a
desempenhar um papel importantíssimo na vida egípcia, mesmo o clero
desse deus tebano perdeu a maior parte do seu peso político e econômico.
Em consequência da conquista romana e suicídio
trágico de Cleopatra VII, em 30 a.C, o Egipto ficou dominado pelo
poder de Roma e logo estava subjugadao ao poder de Bizáncio até 620.
d.C. Naquela época os romanos mantiveram três legiões espalhadas nos
locais estratégicos para defender o Egipto e também para conrtolar o
país. Próximo a Tebas
havia uma legião completa das tropas romanas disposta
à
intervenção. Naquela época havia sempre uma
resistência contra os invasores romanos pelos nativos egípcios
sobretudo em Tebas. O ódio e o maltrato dos romanos levou a uma
revolta massiva em Tebas o que obrigou o general e governador romano
Cornillius Gallus a encabeçar enormes tropas para vencer a
insurreição nacional na antiga capital. A revolta foi esmagada com
excessiva violência por parte dos romanos. O historiador Diodoro
escreveu que " os rebeldes tebanos tinham 20.000 carroças de combate
que cobrem uma área de 19.3 km. de diamétro. Em consequência deste
golpe forte ao movimento nacional, poucos edifícios foram
construídos em Tebas, sobretudo no Karnak, no templo de Luxor, e no
templo de Hapo. Durante a época romana muitos nobres, cortesãos, e
aristocratas romanos visitaram Tebas contemplando os seus monumentos
maravilhosos
Com a chegada de São Marcos, durante o reinado de Nero, nomeadamente
no século I iniciou-se no Egípto a divulgação do Cristianismo. Ápos
umas décadas, o cristianismo conquistou mais terrenos no Egipto e
chegou até Tebas em clandestino, onde um dos cidadãos tebanos
chamado Paulo - logo foi conhecido como São Paulo- se
converteu ao cristianismo e fundou um
dos modos de monastecismo e ermitismo. Com o cresceimento do número
da comunidade cristã, os tebanos começaram a construir alguns
conventos em Der El Medina , Der El Bahari, e Der El Rumi. Na
realidade a palavra "Der" ou Deir" significa convento em árabe. No
início os monges escolheram a margem ocidental de Luxor, sobre tudo
a região dos Túmulos dos Nobres de Tebas para construír dois novos
conventos; " o Mosteiro de Cyramicus" localizado entre o túmulo de
Neb-Amon e Hapo Seneb, e " o Mosteiro de Epifanus " descoberto por
T. Davis que foi constrúido sobre o túmulo do visir Daga.
Com a vitória realizada através do reconhecimento dado por
Constantino o Grande, e logo com o decreto de 391 d.C, os cristãos
em Tebas escolheram certos lugare
s dentro dos monumentos antigos
para construir as primeiras igrejas; lugares como o segundo pátio do
templo de Hapo foi escolhido para construir a "Catedral de Atanasius"
onde ainda se pode ver escritas cópiticas gravadas nas colunas
farónicas. As ruínas desta igreja foram achadas em 1895. Havia
igrejas montadas no pátio de Amenhotep III no templo de Luxor e na
Grande Sala de Festivais de Tohutmos III ( Totmose III) no templo do
Karnak. Naquela epóca também os ermitãos moravam no Vale dos Reis;
sobretudo no túmulo de Ramsés IV, no túmulo de Ramsés V e no no
túmulo de Ramsés III onde deixaram gravuras.
Com a conquista dos árabes muçulmanos em 641 d.C os cristãos coptas
ajudaram pelo menos a nível lojístico os novos invasores contra os
bizantinos, devido ao grande ódio entre o povo copta e as
autoridades bizantinas, pois sempre havia atrocidades entre os
romanos pagãos e os cristãos, e depois do decreto de Constantino o
grande apareceu grande cimse dogmático entre os cristãos coptas
ortodoxos e os bizantinos católicos e por tanto apareceu outra série
de perseguição contra os coptas do Egipto. Umas décadas de anos
depois da derrota e a retirada das tropas bizantinas de Alexandria,
grande parte da população do Egipto se covereteu ao Islamismo. O
mesmo ocorreu em Tebas. Em 642 d.C quando os muçulmanos árabes
chegaram até Tebas não havia resistência pelos Tebanos. Os árabes
quando viram pela primeira vez os grandes moumentos e templos de
Tebas naquela época acharam que eram antigos palácios dos reis
do Egipto, e por tanto deram o nome LUXOR
que significa em árabe " palácios"
enquanto o nome antigo " waset" desapareceu além do nome grego "Tebas".
Com o crescimento dos convertidos ao islamismo, umas mesquitas
foram construídas na cidade de Luxor -a antiga Tebas- porém foi o
século XII com a chegada de Abou El Hagaga,
um imame ou santo islâmico, quando a nova fé prevaleceu em Luxor.
Quando morreu Abou El Hagag foi sepultado num mausoleu montado no
primeiro pátio do templo de Luxor, e posteriormente uma
mesquita- conhecida hoje como a mesquita de Abou El Hagag-
foi construída no mesmo lugar. Cada ano a cidade celebra o
aniversário de Abou El Hagaga " Mouled Sidi Abou El Hagag". A cidade
fica plena de milhares de visitantes de todo o sul do Egipto. Além
das decorações, a música e os salmos religiosos e canções, os
participantes organizam uma grande parada que penetra as ruas da
cidade de Luxor carregando uma barca conforme o modelo antigo do
Festival do Opet celebrado pelo antigos egípcios em Tebas .
Luxor actual é uma cidade peqeuna que se extende 15 km do norte para
Sul. Tem cerca de 250,000 habitantes. A actividade principal da
cidade é o turísmo. A maior parte da população da cidade trabalha no
turísmo porém ainda há uma actividade notável de agricultura
sobretudo a cana de açucar. A cidade tem uma série de hotéis
modernos de categorias diferentes e um pequeno aérporto moderno
capaz de receber e servir a aviação internacional. Luxor está
dividida em duas partes; O leste de Luxor (a parte urbana de Luxor),
com os dois templos famosos do Karnak e de Luxor, o aeroporto, a
estação de Comboio, os ancoradoiros de cruzeiros, os hotéis, os
restaurantes, o mercado, as lojas de presentes. E O Oeste de Luxor
que contem vilas e sítios ricos em monumentos como; o Vale dos Reis,
o Vale das Rainhas, o Vale dos Nobres, Der El Medina, El Der El
Bahari, Kurna, Medinet Hapo.